O que fazemos
O desafio que enfrentamos
Nos últimos anos, o discurso de ódio tem crescido de forma preocupante, tanto em Portugal como no mundo. Mulheres, migrantes e minorias tornaram-se alvos frequentes e o discurso de ódio tem-se enraizado na nossa sociedade, desde os mais jovens até aos mais velhos.
Temos também assistido, em paralelo, a uma divisão cada vez mais profunda entre as pessoas, a chamada polarização: posições cada vez mais extremadas, onde há ataque, crítica e afastamento.
Este cenário tem contribuído para o aumento da violência e, ao mesmo tempo, para um fenómeno igualmente preocupante: muitas pessoas desligam-se dos problemas sociais ou sentem receio de agir.
Perante este contexto torna-se evidente que as estratégias utilizadas até agora já não são suficientes. Se antes denunciar, apontar o dedo ou manifestar podia ter impacto, hoje é preciso ir mais longe.
Os movimentos sociais enfrentam um grande desafio: como combater o ódio sem o reproduzir?
O diálogo como arma de combate ao ódio
Está nas nossas mãos, agentes de mudança, ativistas e profissionais, dar o primeiro passo e mostrar que é possível enfrentar o discurso de ódio de forma diferente.
Para apoiar esta missão, oferecemos formações em ferramentas de diálogo, onde ensinamos estratégias para:
- Criar espaços seguros de diálogo, compreensão e colaboração;
- Gerir conflitos de forma construtiva e abordar conversas difíceis com confiança;
- Comunicar ideias e causas de forma a inspirar ação, em vez de afastar pessoas.
Como te podemos apoiar
Formações para Associações, Coletivos e Núcleos
Para apoiar as entidades sociais no desafio do combate ao ódio e da polarização, oferecemos formações personalizadas, de ferramentas de diálogo, para profissionais do impacto social e ativistas (exclusivo para organizações e projetos sem fins lucrativos).
Queres pedir uma formação personalizada ou obter mais informações?
Workshops e Atividades para Todes (Cidadãos e Profissionais)
Ao longo do ano, a associação organiza atividades e formações temáticas em datas específicas, abertas a qualquer pessoa interessada. Nestas atividades exploramos estratégias de diálogo práticas, aplicáveis no combate ao discurso de ódio e no dia-a-dia dos participantes.
Queres participar nas próximas atividades, conhecer os temas ou ficar em lista de espera?
Vozes
O que dizem sobre as nossas formações
A nossa metodologia
As nossas formações são construídas com base em evidência científica e estudos de psicologia e têm como base três metodologias principais:
Comunicação Não Violenta (Institute of NCV)
Marshall Rosenberg, psicólogo e pacifista, desenvolveu a Comunicação Não Violenta na década de 60/70, inspirado pelo seu trabalho com ativistas pelo fim da segregação racial nos EUA e como mediador em zonas de conflito. O seu método é hoje usado globalmente na resolução de conflitos
Democracia Profunda (Lewis Institute)
A Democracia Profunda, baseada nos estudos de Arnold Mindell, foi desenvolvida em 1995 pelos psicólogos Myrna e Greg Lewis, após o fim do Apartheid na África do Sul, para ajudar a resolver conflitos causados pelo racismo e divisão social. Desde então, tem sido aplicada na gestão de conflitos governamentais, organizacionais, interpessoais e outros.
Justiça Restaurativa
A Justiça Restaurativa é uma abordagem que trata conflitos e danos focando na reparação, e não apenas na punição. Envolve diretamente as pessoas impactadas e a comunidade. Através do diálogo, cria espaços seguros para escuta, responsabilização e soluções conjuntas, sendo aplicada em escolas, comunidades, sistema de justiça e organizações, promovendo relações mais responsáveis e humanas.
O que precisas de saber?
1. Quem pode participar nas formações da associação?
As nossas formações são abertas a profissionais do impacto social, ativistas, associações, coletivos e cidadãos interessados. Algumas formações são personalizadas para organizações e outras são abertas a todes, em datas específicas durante o ano!
2. Qual é o custo das formações?
Depende. São gratuitas para organizações sem fins lucrativos que trabalham diretamente com temáticas relacionadas com direitos humanos (coletivos, associações) e indivíduos. Para empresas ou entidades com fins lucrativos, têm um custo associado, que depende do tipo e duração da formação. Preenche o nosso formulário para pedir uma formação personalizada.
3. Onde posso usar o que vou aprender nas formações?
As formações ensinam estratégias de diálogo e ferramentas práticas que podem ser usadas em interações diárias, projetos sociais, prevenção de discurso de ódio e gestão de conflitos, adaptando-se ao teu trabalho ou à tua comunidade.
4. As formações são só teóricas ou também são práticas?
Usamos metodologias ativas, “mãos na massa” onde os participantes vão além da teoria e experimentam na prática as ferramentas aprendidas, contribuindo com as suas próprias ideias, experiências e opiniões. Isso garante que consegues aplicar imediatamente o que aprendes no teu contexto pessoal.
5. Quanto tempo dura cada formação?
Depende. A duração varia conforme o tipo de formação: formações personalizadas são adaptadas às necessidades da organização; formações abertas têm datas e horários definidos, que são divulgados no nosso site e lista de espera.
6. Como me posso inscrever ou pedir informações?
Se quiseres pedir uma formação personalizada para a tua organização, basta preencher o nosso formulário. Se quiseres participar como cidadão, inscreve-te aqui para escolher datas disponíveis ou ficar em lista de espera e ser o primeiro a saber quando surgirem novas oportunidades.